O pequeno comerciante, que muitas vezes toca o negócio com a família e um ou dois funcionários, pode vender também pela internet sem aumentar a equipe e sem dor de cabeça. É o que defende Daniel Valle, da DonBank, convidado do Danillo Talk, programa apresentado por Danillo Freitas e exibido no YouTube, no Spotify, no Instagram e na Rádio Sociedade.
A conversa partiu de uma cena comum: as vans do Mercado Livre, da Shopee e de outros marketplaces entregando todos os dias, inclusive nos fins de semana e feriados. Enquanto isso, o lojista convive com aluguel alto, despesas fixas e carga tributária pesada.
Um cadastro, vários marketplaces
Segundo Valle, a maior barreira do comerciante é achar que vender online dá trabalho demais. Ele explica que já existem ferramentas que concentram tudo num só lugar. O lojista cadastra o produto uma vez, com custo, peso e embalagem, e o sistema publica o anúncio em vários marketplaces, calcula o frete e os impostos e gera a etiqueta de envio.
“Quando você tem uma loja física, depende de quem passa na sua porta. Quando entra num marketplace, abre a possibilidade de as pessoas encontrarem você”, afirmou. Para ilustrar, ele usou o exemplo de uma loja da Rua Senhor dos Passos que vende canecas personalizadas e poderia vender também pela internet de forma simples.
O especialista contou que, numa empresa do próprio grupo, o faturamento online já superou o da loja física. “No digital, a loja funciona 24 horas, todos os dias, sem pagar aluguel”, disse.
“Terreno alugado”
Valle também alertou para o risco de depender só do Instagram e do WhatsApp. “Nada ali é seu. Um perfil pode cair a qualquer momento. Quem depende só da rede social está em terreno alugado”, afirmou.
Para ele, o site próprio é a presença que pertence de fato ao negócio. Quando bem configurado, o site faz a empresa aparecer no Google e alimenta as respostas de ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini. Ele citou o caso de uma médica especialista que, depois de ajustes no site, passou a receber cerca de 7 mil buscas em menos de 30 dias.
Oportunidade para quem sai na frente
Apesar do acesso amplo à tecnologia, Valle avalia que a maturidade digital das empresas ainda é baixa, no Brasil e fora dele. “Isso é muito bom para quem está entrando, porque o básico bem-feito ainda é raro. É um oceano azul”, disse.
Ele ressaltou que nem todo negócio precisa estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O caminho depende do momento e dos objetivos de cada empresário, seja crescer, abrir filiais ou apenas manter a estabilidade da família. Valle também lembrou que o lojista precisa ter estoque e estrutura para atender a demanda, porque os marketplaces penalizam quem não entrega os pedidos.
Primeiro passo
Para quem quer começar, a orientação é organizar o básico: perfil no Google, site e conteúdo nas redes sociais. A DonBank, que atua com tecnologia e internet desde 2012, oferece um diagnóstico gratuito de presença digital. Nele, o empresário responde a algumas perguntas e recebe um relatório com os pontos a melhorar.
